HIGIENE/BIOSSEGURANÇA

Biossegurança é atualmente, preocupação mundial em todos os serviços de saúde de qualidade.

Podemos dizer que biossegurança é o conjunto de medidas que visa o controle de infecção na clínica odontológica e tem como princípios básicos a prevenção de doenças – “infecção cruzada” e proteção biológica da equipe e paciente.

O protocolo de Biossegurança é viabilizado somente quando o profissional toma consciência de sua importância no contexto geral da saúde de seu paciente. O único meio de prevenir a transmissão de doenças é o emprego de medidas de controle de infecção, como equipamento de proteção individual (EPI), esterilização do instrumental, desinfecção do equipamento e ambiente, antissepsia da boca do paciente.

De acordo com as normas internacionais de controle de infecção, os procedimentos de biossegurança devem começar no paciente:

Anamnese, item de relevante importância para a segurança do paciente e equipe odontológica.

Após essa fase inicial, onde já se tem em mãos a história pregressa da saúde do paciente, é estabelecido um plano específico de protocolo, que varia de um paciente para o outro, como por exemplo:

– Profilaxia antibiótica para casos de cardiopatas;

– Avaliação e liberação médica, bem como pedido de exames laboratoriais para casos de pacientes hipoglicêmicos, diabéticos e portadores de doenças do SNC;

– Uso de anestésicos apropriados para gestantes e hipertensos, etc.

Nessa fase, o profissional já se encontra a vontade para atuar clinicamente pois sua equipe e paciente estão resguardados por tais medidas preventivas.

Os instrumentais utilizados na clínica são rigorosamente lavados, e acondicionados individualmente para sua posterior

ESTERILIZAÇÃO em autoclave, permitindo um atendimento seguro ao paciente e à equipe odontológica.

É necessário seu acondicionamento, em embalagens que permitam sua correta esterilização e o mantenha estéril até o momento do uso.

Dentre os principais tipos de invólucros, utilizamos no consultório embalagens de papel grau cirúrgico:
As embalagens de papel grau cirúrgico acatam a norma brasileira da ABT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – NBR 12.946, que estabelece os parâmetros de qualidade destas embalagens quanto à porosidade, resistência a tração e perfuração, pH, penetração do agente esterilizante e identificação da embalagem. Estas embalagens podem ser utilizadas para processos de esterilização por vapor saturado sob pressão (autoclave), óxido de etileno e vapor de formoldeído à baixa temperatura.

NA CLÍNICA, OS INSTRUMENTAIS SÃO ABERTOS NO MOMENTO DO USO, NA PRESENÇA DO PACIENTE, PARA QUE SEJA POSSÍVEL O CONTROLE PELO MESMO.

Além dos cuidados com os instrumentais é necessário a manutenção de um ambiente limpo, com a correta desinfecção de bancadas e pisos, bem como a proteção mecânica com filme de pvc em áreas semicríticas, evitando a contaminação cruzada entre pacientes.

ALÉM DE ADEQUADAS CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS NO CONSULTÓRIO É OBSERVADO O TEMPO TODO A HIGIENE E A PROTEÇÃO DO PACIENTE, POSSIBILITANDO UM ATENDIMENTO SEGURO E HUMANIZADO.